O Rio de Janeiro e o Réveillon de 2021

A cidade maravilhosa é muito conhecida em ter o seu Réveillon que é o mais famoso do Brasil, com as suas festas, seus shows, muitas pessoas e outros atrativos, além da sua programação que é incrível nessa época e para todos os públicos. O Rio de Janeiro também é um destino turístico durante todo o ano, dada as suas belezas que são naturais e aos seus pontos turísticos.

Nessa época do ano, o fluxo de turistas aumenta consideravelmente. No ano de 2019, esse quantitativo chegou a mais de 1,5 bilhão de pessoas que foram para Copacabana, que nessa praia teve queima de fogos, que duraram mais de 10 minutos, sendo muito famosa também, em toda essa cidade as suas muitas queimas de fogos ou festas que são abertas para o público.

O Revéillon de Copacabana é o mais comentado. É muito famoso. Antigamente essa festa era de cunho religioso e frequentado apenas por poucas pessoas que eram moradoras de Copacabana e devotos. Nos meados da década de 80, do século passado, houve uma adesão dos hotéis da orla e o apoio das autoridades, para ser transformado num grande evento.

O evento se transformou no maior, ocorrido ao final do ano no Rio de Janeiro e mais precisamente em Copacabana, com o recebimento de mais de 3 milhões de pessoas que juntas celebram o ano de paz e de muito amor. No ano de 2020 foram 4 palcos, com shows de Diogo Nogueira, Ferrugem, Mangueira e Dj Malboro, somente para citar alguns que estiveram no palco principal.

A pandemia e o modelo atual dessa festa 

Para o ano de 2020/2021 a Prefeitura do Rio, já avisou que não fará o revéillon no modelo atual e estuda uma comemoração que será virtual e sem a presença de público, devido ao COVID-19. Um comitê que é científico ainda irá analisar se a presença do público até essa virada do ano será viável. De acordo com a administração municipal, o motivo seria até o dia de hoje a falta de uma vacina.

O que se sabe até agora é que essa festa não irá ocorrer em seu modelo que é tradicional, com milhões de pessoas, o que se estuda é uma festa sem a presença direta do público. O anúncio aconteceu após a Prefeitura de São Paulo também adiar o acontecimento de outra festa que atrai milhares de pessoas, que é o carnaval de 2021.

Entretanto, algumas escolas de samba do Rio e de São Paulo também já afirmaram ser inviável a realização dos desfiles que são do carnaval, sem uma vacina e essa decisão sobre essa apresentação ficou para o mês de setembro sobre as Escolas de Samba do Grupo Especial. Em nota, essas prefeituras reforçaram que não é o momento para essa festa e os esforços são para salvar vidas.  

A Riotur já informou que o Réveillon não é considerado um evento que é rígido e que poderá acontecer de muitas formas, sem a presença de 3 milhões de pessoas na Praia de Copacabana. Uma nova proposta ainda será apresentada para a comemoração do Ano Novo e ainda deverá ser apresentada para o Prefeito Marcelo Crivella e ainda nos próximos dias.

Como poderá ser essa festa no Rio de Janeiro em 2021

A primeira ideia é a de que para essa festa seja elaborado um projeto que deverá ser sem a presença que será direta do público, para que seja seguida a concentração de todos os esforços para o salvamento de vidas e de controle dessa pandemia. Em 2021 esse Réveillon poderá ser bem diferente e com um modelo virtual para atingir o público pela TV ou pelas plataformas digitais.

Segundo a Riotur, o objetivo prioritário será o de resguardar a segurança das pessoas. O novo modelo para essa festa que ainda não foi apresentada deverá ter toda uma viabilidade financeira que será com foco em 100% na iniciativa privada. A Riotur ainda entende que, o cenário atual destinado para o enfrentamento dessa pandemia, precisa que os recursos da Prefeitura sejam para um combate ao vírus.

A promessa é a de que o Réveillon possa ser desenvolvido já no mês de agosto, sem etapas a serem cumpridas pela Prefeitura do Rio de Janeiro, estando dentro de um cronograma que é natural. Contudo, a construção dessa festa em um modelo alternativo ao que conhecemos está sendo conversada com os representantes de todos os setores envolvidos nessa grande festa no Rio de Janeiro.

Há uma grande expectativa de que os casos tenham a sua evolução para menos, já que a realização dessa festa depende dos casos do novo coronavírus. Uma maior distribuição dos palcos, por exemplo, pela cidade faria com que as pessoas ficassem em um número menor de concentração na orla. A esperança é de que até lá, o número de pessoas infectadas diminua e não aconteça uma segunda onda de contágio. 

Nada ainda é certo

Até o momento não sabemos como será de forma definitiva o Réveillon em Copacabana. O que temos certeza é de que passaremos de 2020 para 2021, que devemos diminuir a aglomeração de pessoas, com a Prefeitura do Rio, estudando outras alternativas, como os shows sendo feitos pela internet, como já estamos acostumados com as lives, que fazem tanto sucesso nessa época de pandemia.

Qualquer decisão em relação ao Réveillon de 2021 no Rio de Janeiro por parte da Prefeitura será informada para a imprensa. O cenário ainda é inconclusivo e não há uma definição para o planejamento desse evento e que na atual circunstância requer cuidados que são especiais, numa festa que reúne milhares de pessoas, precisa de uma análise que deve ser feita minunciosamente, numa discussão muito ampla.

Toda essa discussão deverá englobar ainda muitos resultados de estudos que são científicos. O que se sabe é que se deve preservar a segurança das pessoas, numa atmosfera que deve ser de reflexão frente a tantas vidas que foram perdidas por essa terrível doença. O modelo tradicional do Réveillon não será viável num cenário de pandemia e sem existir uma vacina para o combate dessa doença.     

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