Como os guias de turismo se reinventaram na pandemia

Os guias de turismo são os profissionais que trabalham acompanhados de grupos de pessoas durante uma excursão, um passeio ou uma viagem, que pode ser nacional ou internacional. A sua principal função é a de assessorar os viajantes ou os visitantes, com orientações e apresentações que são dos locais ou dos pontos. Como eles se reinventaram nessa época tão difícil?

Desde que a crise do Coronavírus em março, que começou a fazer estragos, houve muitas promoções e campanhas que eram feitas por companhias aéreas e agências de viagens. O que pouco se falou foi sobre os profissionais que, foram os mais afetados por toda essa crise, que foram os guias de turismo, que trabalham num setor que teve um forte impacto.

Os guias de turismo eram acostumados a um trabalho que levava alegria e conhecimento para as pessoas. Os condutores e guias se viram obrigados a buscarem alternativas, para que conseguissem fechar o mês e com algum dinheiro no seu bolso. Eles tiveram de se reinventar nessa temporada, que foi de quarentena, no Brasil e no mundo todo.

Muitos partiram para outros negócios e não pensam em voltar a ser guia de turismo, frente ao sucesso do novo negócio que escolheram. Alguns desses negócios escolhidos pelos guias de turismo, que pesquisamos eram de guias que viraram grafiteiros, catadores de caranguejo no mangue ou abrindo algum negócio de vendas pela internet.

Há uma certeza perante os guias de turismo, os viajantes e todas as pessoas. Nada será como antes e passaremos para um novo normal. Os guias e toda a indústria do turismo, não passaram ilesos e um novo normal é esperado para esse setor, que precisará se reinventar e que não voltará a ser como era antes ou que ainda irá demorar muito para deslanchar nessa pandemia.

O trabalho personalizado dos guias

Os guias terão que ter muita criatividade e repensar como será o seu trabalho. As questões que são de saúde e de segurança ficarão muito latentes, bem como, a abertura a esse setor que deverá ser gradativa, com pequenos grupos, que serão reduzidos e em locais que são com pouca aglomeração de pessoas. Irá sobreviver quem tiver mais criatividade nesse setor.

Os guias sempre levaram as pessoas ou até os moradores de um lugar para conhecerem os atrativos, que muitas das vezes nem os moradores conheciam. A partir de hoje e daqui para frente, os guias deverão fazer um trabalho que seja personalizado, num novo turismo que deverá surgir. Isso é avaliado por muitos especialistas que estão no setor de turismo.

A diferença de um guia para um condutor é bem diferente. Segundo a definição que é dada pelo Ministério do Turismo, um guia de turismo é o profissional que tem um registro no Cadastur, que é o Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos, com um curso que é de formação específica para que aconteça um acompanhamento, uma orientação e que possa ser transmitido informações.

O que dissemos acima é nas esferas regional, nacional e internacional. Um guia também deve passar por um curso que é de no mínimo de 800 horas, para que possam ser garantidos conhecimentos que são teóricos e pedagógicos dentro de sua área de atuação. Ele é o único profissional que é do setor de turismo que deve ser regulamentado por lei, o que dá ainda mais garantias.

Por outro lado, o condutor é aquele que possui uma capacitação para que possa atuar em uma determinada unidade que é de conservação ou atrativo, para a condução dos visitantes em espaços que são naturais ou em áreas que são totalmente e legalmente protegidas. Eles são também encontrados em grandes quantidades pelo nosso país, dado a toda riqueza natural que temos.

O que os guias pensam sobre essa situação

Toda a cadeia do turismo está sofrendo e não somente os guias de turismo, nessa época que é de uma doença, que vem dizimando muitas famílias, não somente no Brasil, como no mundo todo. Uma doença que é muito cruel e que não escolhe suas vítimas, todos nós estamos propensos a pegar essa doença e desde que, não sejam tomados todos os cuidados de distanciamento e de higienização. 

Há também muitas discussões sobre quem podem contribuir com as possíveis formas para uma recuperação desse setor. Contudo, nada ainda é certo. É tudo muito novo ainda. Não há agora, respostas ou fórmulas prontas que sejam mágicas. O que se sabe em relação aos negócios turísticos é que eles irão sofrer uma modificação que é estrutural.

Essa modificação estrutural estará relacionada aos cuidados que são sanitários, aos controles de números de visitantes e até no que se refere aos padrões de consumo. Os empreendimentos que se voltarem para a oferta de experiências únicas num destino, com respeito ao ambiente natural e as tradições que são locais, parecem ser os mais apropriados, para essa nova realidade mundial.

Há uma crença nessa modificação estrutural que é pensada pelos guias de turismo, no consumo e na oferta de produtos ou de serviços, que sejam feitos de forma diferenciada e muito inovadora. No turismo, o cenário nacional se configura como uma oportunidade que é de desenvolvimento único, já que muitos turistas darão preferência para os trechos que são internos, num primeiro momento.

Os efeitos esperados para o turismo

Hoje ainda é muito difícil essa previsão de quais os efeitos que essa pandemia, poderá trazer para os guias de turismo e para todo esse setor. Tamanha é a sua proporção no Brasil e no mundo. O que podemos afirmar é que as pessoas estão sendo convidadas a se modificarem em todos os seus padrões que são comportamentais, em suas formas de interagir, de trabalhar e de viajar.

Até a comunicação está sendo feito de maneira mais ampla e efetiva. As mudanças em todo esse setor e para os guias de turismo, são reais e todos nós estamos vivenciando essas alterações em manter-se numa quarentena, numa realidade que é totalmente nova. O consumo de viagens e do turismo está sendo modificado e uma nova conexão em nossas viagens está se moldando.  

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